Por mais de 9 séculos foi o mais importante centro político e religioso do norte da península de Yucatan. Teve seu auge científico e arquitetônico entre os anos 800 e 1100 dC. Há resquícios arqueológicos que provam que a ocupação deste local ocorreu em 150 aC mas teve seu primeiro florecimento e máximo esplendor por volta de 987 dC quando se tornou capital do legendários itzaes, grupo que desenvolvu o estilo Maya-tolteca. Teve duas fases, a primeira foi ocupada e construída por Mayas e a segunda pelos Tolteca que vieram da região central do México (Distrito Federal).
Em seu auge a cidade se estendeu por 25 km2, com uma população de 30.000 habitantes. O local favoreceu a ocupação, a terra é fertil, há incontáveis cenotes (poços e rios subterrâneos com água doce, água da chuva). Também na região há cavernas onde extraiam pedras e pó (para fazer argamassa) para a construção.
Em Chichen Itza Além dos Cenotes onde recolhiam água potável há o Cenote Sagrado. Sugere-se que a cidade cresceu a partir deste ponto. Os Mayas creiam que os cenotes eram passagem para o inframundo.
Cenote Sagrado: possui este nome pois também era local de sacrifícios humanos
Esta zona arqueológica possui um grande conjunto central, coração político, religioso e administrativa. Em seu centro está o "Castelo", na verdade é o Templo de Kukulcan (Templo da Serpente Emplumada). Ao seu redor estão 20 conjuntos cerimoniais e residenciais importantes e vários outros conjuntos menores. Todas estas construção estão unidas por uma complexa rede de 75 sacbeob, caminhos brancos, estradas com mais de 4 metros de largura, pavimentas por pedras e, na época, cobertas por estuque.
Sacbeob: calçada pavimentada que chega até o Cenote Sagrado (atualmente cheia de vendedores de artesanato regional)
Templo de Kukulcan (Templo da Serpente Emplumada)
O Templo de Kulkulcan está construído por sobre outro templo. Escavações arquelógicas descobriram um outro templo por baixo deste, foi utilizido como estrutura para o templo que hoje vemos
Escavação que expôs um templo construido por baixo do Templo de Kulkucan
Observatório astronômico
Em 700 dC vários outros complexos arquitetônicos foram construídos: a Casa do Veado, Casa Colorada (Chichanchob), o Akab Dzib (substrutura do Jaguar Vermelho do Castelo) e o Conjunto das Mongas. Pode ser que nesta época o nome da cidade era Uuc-yab-nal (7 ricas construções) devido aos edifícos imponentes. O estilo desta época era o Puuc, onde as construções possuíam inúmeros quartos, decorados com mosaicos na base, frisos, máscaras em homenagem ao deus da chuva, Chaac, e elementos geométricos na parte superior.
Na primeira fase de Chichen Itza, quando se chamava Uuc-yab-nal, a população era agrícola, na segunda fase quando foi ocupada por um grupo guerreiro maya, putunes, que tinha por objetivo dominar todas as rotas comerciais que haviam no território mexicano. Houveram muitos conflitos e pode ser que este tenham contribuído para o colapso da civilização maya. Os putunes que originaram os itzaes.
A partir de 900 dD, com a chegada dos itzaes, o estilo tornou-se Maya-tolteca, presença de inúmeras colunas com uma cabeça de serpente na base, escadas com corrimão e cabeça de serpente, esculturas de Chac Mool (utilizadas em cerimoniais), frisos com esculturas de jáguares, águas, coiotes, etc. Os novos edifícos foram construídos concentricamente e, também, com uma rede de calçadas os unindo. Foi nesta época que a cidade foi denominada , por Chichen Itza (boca do poço dos itzaes ou boca dos poços dos bruxos da água).
Em 1200 dC Chichen Itza chegou ao seu final. Os itzas foram derrotados por outros povos e abandonaram a cidade. Os itzas migraram para o sul, fram se estabelecer em terras que hoje estão na Guatemala, fundaram Tayasal.
Apenas para aguçar a curiosidade:
Após Chichén continuamos a viajem em direção a Cancún
Nascer da lua no mar do Caribe
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